Balanço do primeiro trimestre aponta para retomada da indústria de fundição

 

Em 2009, a indústria brasileira de fundição interrompeu um ciclo de recordes consecutivos de produção. Após a marca de 3.355,2 mil toneladas fundidas em 2008, a produção do setor caiu para 2.296,9 mil toneladas. Em 2010 (3.240,9 mil t) e 2011 (3.343,6 mil t) voltou a subir, mas a partir de 2013 acumulou quedas consecutivas.

O pior resultado da produção mensal de fundidos aconteceu em dezembro de 2015, com 112,9 mil toneladas. E embora os primeiros sinais de uma fraca recuperação tenham aparecido a partir de julho de 2016, naquele ano o setor rendeu ínfimas 2.103 mil toneladas, dando marcha à ré de 13 anos, voltando ao patamar de produção de 2003 (2.249,4 mil t).

O ano de 2017 já foi mais “consistente”, com 2.215,7 mil toneladas fundidas; 5,4% mais do que no ano anterior. Este resultado, na realidade, reflete o desempenho positivo da indústria automotiva, principal consumidora de fundidos no país, que após quatro anos consecutivos de queda registrou a produção de 2,70 milhões de autoveículos (25,2% mais do que 2016), impulsionada principalmente pelas exportações.

Para 2018, os prognósticos são ainda mais otimistas. A ANFAVEA – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores estima que a produção de autoveículos alcançará 3,06 milhões de unidades até dezembro, o que equivale a uma alta de 13,2% em relação a 2017, refletindo diretamente no desempenho da indústria de fundição.

 

Para se ter ideia, entre janeiro e março, foram fundidas 559.606 toneladas, 5,9% mais do que em 2017 e 14,3% mais do que em 2016. A produção de fundidos em ferro totalizou 458.774 toneladas (8,4% mais do que em 2017 e 11,6% do que em 2016), enquanto a de aço ficou em 53.081 toneladas (14,1% mais do que em 2017 e 24,4% mais do que em 2016), e a de não ferrosos em 47,751 toneladas. Neste último caso, o desempenho foi 18,7% inferior ao registrado em 2017 (58.720 t), porém 32,7% superior ao de 2016.

Do total fundido neste primeiro trimestre, 462.009 toneladas foram consumidas no mercado interno (8,1% mais do que em 2017), enquanto 97.597 toneladas foram exportadas (-3,4%). E embora em peso os embarques de fundidos tenham caído, em valores (US$ 218,1 mil) eles ficaram positivos em 16,4%, em relação ao mesmo período do ano passado.

Sobre o número de empregados na indústria de fundição, em março tínhamos 53.128 empregados (1,5% mais do que em 2017). Disso, tiramos que a produção do setor tem aumentado mais do que o nível de emprego da mão-de-obra, tendo sido registrada uma relação de 42,2 t homem/ano naquele mês.

 

Previsões para 2018

 

Com base no desempenho do segmento de fundição no primeiro trimestre do ano e no desempenho dos demais setores da indústria neste mesmo período, a ABIFA – Associação Brasileira de Fundição estima um incremento de 7% a 10% na produção de fundidos no exercício 2018, o que equivale a 2.440 mil toneladas, aproximadamente.

Caso este resultado se concretize, ainda estaremos 49,7% atrás do recorde de 2008, isso é bem verdade, mas muito melhor do pior que já estivemos em 2016.

 

Fonte: Assessoria de imprensa ? ABIFA