CNI divulga novas projeções para 2019

Segundo Informe Conjuntural do terceiro trimestre divulgado pela CNI – Confederação Nacional da Indústria, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve fechar o ano em 0,9%, enquanto o PIB industrial deve ficar em 0,4%.

O fraco desempenho da atividade econômica e industrial no ano é atribuído a dois fatores: o sentimento crescente de que o processo de aprovação das reformas indispensáveis ao crescimento da economia será mais demorado e complexo do que inicialmente percebido e os poucos avanços na agenda de redução do Custo Brasil.

O consumo das famílias, com crescimento estimado de 1,5%, será novamente o principal motor do crescimento do PIB em 2019.

No entanto, o estudo indica um descolamento entre o ritmo de crescimento do consumo e da produção industrial. De acordo com Flávio Castelo Branco, gerente-executivo de Política Econômica da entidade, “as vendas no comércio varejistas têm crescido, mas este movimento não tem sido transmitindo para a indústria”.

Para ele, é fundamental promover reformas estruturais que impactem de forma concreta no Custo Brasil: “Perdemos competitividade tanto nos mercados internos quanto internacionais por conta das adversidades como uma logística ineficiente, tributação onerosa, burocracia excessiva e elevado custo de capital”.

O Informe Conjuntural da CNI ainda prevê:

  • O investimento deve aumentar 2,5% em 2019, no comparativo com o ano anterior, como resultado da melhora gradual da economia.
  • A taxa média de desemprego deve ficar em 11,9% em 2019, o que equivale a um recuo de 0,4 ponto percentual em relação a 2018.
  • Os juros básicos da economia fecharão 2019 em 5% ao ano.
  • A dívida bruta do setor público atingirá 78,4% do PIB. O déficit nominal deve recuar de 7,14% do PIB, em 2018, para 6,43%, em 2019.
  • O dólar deve fechar 2019 em R$ 4,02. A elevação em relação ao Informe Conjuntural do segundo trimestre (R$ 3,75) é justificada pelo crescente impacto de fatores como a guerra comercial entre Estados Unidos e China e a crise na Argentina.
  • A balança comercial terá um saldo positivo de US$ 49,2 bilhões, com as exportações registrando US$ 228,4 bilhões e as importações US$ 179,2 bilhões. Se essa projeção se confirmar, o superávit será 16,12% menor que o registrado em 2018.