Indústria registra melhora do consumo e mantém ritmo de recuperação

A atividade industrial está se recuperando gradualmente, com os empresários percebendo uma leve melhora no consumo e na situação financeira das suas empresas. Esta é a conclusão da pesquisa Sondagem Industrial da CNI – Confederação Nacional da Indústria, realizada entre 1 e 11 de outubro, com 1.962 empresas. Dessas, 803 são pequenas, 689 são médias e 470 são de grande porte.

Segundo apontado, o ritmo de queda da produção em setembro foi inferior aos registrados para o mês desde 2014, enquanto o emprego subiu 0,4 ponto em relação a agosto.

O indicador de produção, por sua vez, ficou em 48,8 pontos e o de emprego alcançou 49 pontos em setembro. Ambos estão abaixo da linha divisória dos 50 pontos, que separa o aumento da queda na produção e no emprego.

Mesmo assim, o indicador de utilização da capacidade instalada ficou estável em 69% e o índice de estoques efetivos em relação ao planejado caiu para 51,4 pontos, mostrando que se reduziu o excesso de estoques do setor.

De acordo com o documento, “o emprego e o nível de estoques desejados em relação ao usual melhoraram. Esses são indícios de que a melhora no mercado de trabalho tem se refletido na demanda interna, com impacto na atividade industrial”.

No entanto, a CNI alerta que os indicadores atuais ainda estão distantes dos observados antes da crise, reforçando a necessidade de continuidade dos esforços de reformas estruturais e melhoria do ambiente de negócios, de modo a superar os entraves que limitam o ritmo de expansão atual.

Nas palavras de Flávio Castelo Branco, gerente-executivo de Política Econômica da CNI, “depois da Reforma da Previdência, é preciso fazer a Reforma Tributária e implementar ações que ajudem as empresas brasileiras a terem custos competitivos e recuperar mercados. Entre essas medidas estão os avanços nas privatizações, para melhorar a infraestrutura, a redução dos custos dos financiamentos, a desburocratização e a busca de acordos com outros países, que facilitem o acesso aos mercados externos, como o do Mercosul com a União Europeia”.

A pesquisa também mostra que os empresários mantêm o otimismo. Todos os indicadores de expectativas continuam acima dos 50 pontos, mostrando que os industriais esperam o aumento da demanda, da compra de matérias-primas, do número de empregados e das exportações nos próximos seis meses.