Sinais de recuperação da crise e otimismo em relação ao novo governo levam à maior queda do medo do desemprego desde 1996

Aos poucos, a economia dá sinais de recuperação e isso se reflete no brasileiro, em seus hábitos de consumo e de vida, dando origem a um círculo virtuoso após anos de intensa crise interna.

A prova desta constatação vem de uma pesquisa realizada pela CNI – Confederação Nacional da Indústria, a qual ouviu 2 mil pessoas em 127 municípios, entre 29 de novembro e 2 de dezembro de 2018. O tema: Índice do Medo do Desemprego.

Segundo apurado, este índice caiu para 55 pontos em dezembro último, ficando 10,7 pontos abaixo do registrado em setembro anterior. A queda de 10,7 pontos no período foi a maior desde maio de 1996, quando começou a série histórica.

A CNI avalia que “o resultado positivo reflete o otimismo e a confiança que a maioria da população deposita no novo governo e também a percepção crescente de superação da crise econômica”.

No entanto, é preciso reiterar que o indicador continua acima da média histórica, que é de 49,8 pontos. “O otimismo aumentou, mas não podemos esquecer que a retomada da economia se mostra muito lenta e o desemprego continua elevado”, afirma Renato da Fonseca, gerente-executivo de Pesquisas da CNI. Ele explica que a queda do medo do desemprego ajudará a incrementar o consumo e, consequentemente, a produção.

De acordo com a pesquisa, entre setembro e dezembro do ano passado, o medo do desemprego recuou em todas regiões do país. A queda foi maior no Sul, onde o indicador caiu 16,9 pontos e passou de 62,7 pontos em setembro para 45,8 pontos em dezembro. A menor queda, de 8,3 pontos, foi registrada no Sudeste. Nesta região, o medo do desemprego diminuiu de 64 pontos em setembro para 55,8 pontos em dezembro.