Utilização da capacidade instalada da indústria é a maior desde novembro de 2014

A produção aumentou e os estoques ficaram mais próximos do planejado em outubro, confirmando a aceleração da retomada da atividade econômica no Brasil. Esta é a conclusão da Sondagem Industrial feita pela CNI – Confederação Nacional da Indústria, entre os dias 1º e 12 de novembro, com 1.962 empresas. Dessas, 787 são pequenas, 690 são médias e 485 são de grande porte.

De acordo com a pesquisa, a utilização da capacidade instalada da indústria brasileira alcançou 70% em outubro – O maior nível desde novembro de 2014, quando foi de 73%.

“A maior utilização da capacidade instalada é fundamental para a aceleração e continuidade da recuperação da economia brasileira, à medida que estimula novas contratações e investimentos”, afirma o documento.

A produção do setor também aumentou, ficando em 55,2 pontos em outubro. Tradicionalmente, a produção cresce neste período do ano, mas o índice atingido é o maior para o mês de outubro desde 2010, quando começou a série histórica.

Já o emprego ficou em 49,5 pontos; muito próximo da linha divisória dos 50 pontos.

Outro dado positivo de outubro foi o ajuste dos estoques. O índice de estoque efetivo em relação ao planejado ficou em 51,1 pontos, o que indica que os estoques estão praticamente dentro do planejado pelos empresários.

“Cada vez mais aumentos adicionais da demanda irão se traduzir em aumento da produção e da utilização da capacidade instalada, realimentando o processo de recuperação”, afirma a pesquisa. Os dados de outubro, avalia a CNI, mostram a aceleração do processo de retomada da atividade industrial.

Segundo Flávio Castelo Branco, gerente-executivo de Política Econômica da CNI, “a recuperação da atividade industrial segue na esteira da melhora do ambiente econômico, com juros em patamar histórico de baixa e inflação bem comportada, além da aprovação da reforma da Previdência e da gradual recuperação do mercado de trabalho”.

Com isso, as expectativas para os próximos seis meses e as intenções de investimentos também melhoraram. Todos os indicadores de expectativas ficaram acima dos 50 pontos, mostrando que os empresários esperam o aumento da demanda, da compra de matérias-primas, das exportações e do número de empregados nos próximos seis meses.

O índice de intenção de investimentos ficou em 56,2 pontos em outubro; 6,9 pontos acima da média histórica.