Empresários da fundição se reúnem para discutir crise

Presidente da Abifa é convidado da reunião e pede mais participação na entidade

Empresários da fundição se reúnem para discutir crise

O presidente do Sindicato da Indústria da Fundição no Estado de Minas Gerais (Sifumg), Afonso Gonzaga destacou na reunião, realizada no dia 28/4, a crise do setor, contando como foi seu encontro com o ministro do Trabalho no dia 9/4. Eles conversaram sobre a norma reguladora nº 12, do Ministério do Trabalho e Emprego, que trata da segurança no trabalho em máquinas e equipamentos, e que tem preocupado as empresas. “Ele adiantou que uma comissão tripartite ainda vai fazer algumas mudanças – e que em 60 dias vai informar quais são”, relatou.

Dando continuidade ao seu trabalho de aproximar a Associação Brasileira de Fundição (Abifa) de suas regionais, o presidente da entidade, Remo de Simone, veio a Belo Horizonte para a reunião do Sifumg. Ele adiantou que toda a estrutura da Abifa vai ser mudada e pediu a todos que participem mais da entidade, inclusive da revista que ela edita. “Vocês têm que demandar mais dos produtos e serviços que a Abifa oferece. A Abifa precisa parar de acontecer apenas em São Paulo. As três maiores praças são Minas, São Paulo e Joinville”, incentivou.

Remo de Simone disse ter verificado que não é todo setor automotivo que está em crise. Avaliou que falta crédito e que os juros cobrados para a fundição são mais altos. E que para a concessão de crédito não é apenas a situação financeira da empresa que é avaliada, mas também a de seus clientes. Isso inviabiliza o negócio para as empresas de menor porte. “Sou otimista. Sairemos desta crise também, e não vai demorar. Creio que isso acontecerá a partir do último trimestre deste ano”, previu.

Ao fim da reunião, de Simone pediu aos participantes, todos representantes de fundições, que falassem sobre a situação atual de suas empresas e avaliassem perspectivas para o futuro. A quase totalidade dos presentes relatou as dificuldades pelas quais passava, mas a maior parte disse ter boas expectativas e asseguram investimentos para o próximo ano.