Indicadores da CNI apontam alta na atividade industrial no início do ano, mas confiança do empresário cai em março

Os Indicadores Industriais, pesquisa da CNI – Confederação Nacional da Indústria, apontam que a atividade industrial iniciou 2021 em nível superior ao mesmo período de 2020. Todos os índices de janeiro deste ano mostram alta na comparação com o mesmo mês de 2020, com destaque para o faturamento real (+8,7%) e horas trabalhadas na produção (+6,7%). A utilização da capacidade instalada, que atingiu 79%, é 2,2 pontos percentuais superior à de janeiro de 2020.

Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, afirma que “a atividade industrial segue forte, refletindo a continuidade da trajetória de alta iniciada com a recuperação da atividade. Observamos altas, em alguns casos significativas, na comparação com janeiro do ano passado, quando a pandemia ainda não era uma realidade no Brasil”.

O emprego industrial também segue em recuperação. O indicador aumentou 0,1% em janeiro de 2021, na comparação mensal e com o mesmo mês do ano anterior.

A massa salarial paga pela indústria aumentou 5% em janeiro, na comparação com dezembro de 2020, e 0,5%, frente ao mesmo mês do ano passado. Já o rendimento médio dos trabalhadores do setor aumentou 5,6% em janeiro, frente a dezembro, e está 0,4% superior ao pago em janeiro do ano passado.

Segundo a CNI, a alta tanto da massa salarial quanto do rendimento é influenciada pelo fim do programa de acordos de suspensão do contrato de trabalho e redução de jornada e de salários.

Confiança do empresário cai em março

Apesar do início de ano promissor, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) recuou em março. O índice registrou queda de 5,1 pontos, na comparação com fevereiro.

Trata-se da terceira maior queda mensal da série, inferior somente às verificadas em junho de 2018, consequência da paralisação dos caminhoneiros ocorrida em maio daquele ano, e em abril de 2020, devido à pandemia.

Apesar da queda, o ICEI ainda mostra confiança por parte dos empresários, estando em 54,4 pontos, acima da linha divisória dos 50 pontos, que separa confiança da falta de confiança.