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me ficou evidente a partir das trin- na figura 5. A interface da super- poderia ter sido comprometido du-
cas superficiais encontradas nos fície aquecida/corpo de prova rante as varreduras .
[6]
corpos de prova testados e nas apresentou uma depressão com O novo suporte incorpora um con-
alterações percentuais de massa descoloração negra, devido à de- junto de pontos de referência (figu-
(tabela 2). gradação do aglomerante. A des- ra 6). Desde que o corpo de prova
As trincas de expansão ficaram coloração estava presente no lado não seja movido nele, o desvio da
macroscopicamente evidentes em oposto do corpo de prova. Isso superfície é monitorado em cada
alguns corpos de prova. A propa- indica que ocorreu uma significa- estágio do ensaio.
gação da trinca ficou mais evidente tiva transferência de calor através A figura 7 apresenta imagens gera-
nos corpos de prova com 1,4% de do corpo de prova. das pelo sistema de varredura digi-
aglomerante (figura 5). Além disso, as perdas de aglo- tal ATOS II, o qual usa luz branca.
Conforme observado também merante na areia ficaram eviden- As três primeiras imagens em tons
nos ensaios tradicionais de dis- tes na interface entre a superfície de cinza mostram a superfície do
torção térmica, foram registradas aquecida/corpo de prova, onde as corpo de prova no momento em
depressões na interface entre a su- pontes de aglomerante sofreram que ele é colocado no suporte, an-
perfície aquecida/corpo de prova, pirólise e os grãos de areia se sol- tes do ensaio de distorção térmica,
onde as pontes de aglomerante taram. Os grãos de areia soltos na imediatamente após o teste e de-
sofreram pirólise e os grãos de interface entre a superfície aqueci- pois que o material solto é removi-
areia se soltaram [2,3,5] . da/corpo de prova apresentaram do por sopro. As varreduras foram
coloração branca.
A alteração percentual de massa feitas em cada uma dessas etapas.
para todos os sistemas testados é As trincas de expansão mostraram-se As três imagens foram usadas para
mostrada na tabela 2. Os corpos macroscopicamente evidentes so- a obtenção de gráficos de desvio.
de prova com 0,9% de aglomerante bre os corpos de prova. A superfície do corpo de prova an-
apresentaram maior perda de mas- tes do ensaio de distorção térmica
sa, em comparação com os que con- Desvio total da superfície foi definida como sendo a referên-
tinham 1,4% (tabela 2 e figura 5).
A comparação do desvio da super- cia, enquanto as outras duas fo-
As observações feitas na região fície era problemática no passado. ram analisadas para se detectar os
termicamente afetada dos corpos O alinhamento dos corpos de pro- desvios a partir da referência. As
de prova testados são ilustradas va cilíndricos antes e após o teste imagens coloridas mostram esses
Tabela 2: Propriedades termomecânicas de amostras de areia ligada com aglomerante para cold-box.
Amostra de Resultados dos ensaios de distorção térmica sob pressão Observações feitas durante os
areia ligada de 3,35 N, durante 90 s ensaios sob altas temperaturas
T , Distorção
Aglomerante D , expansão D , deformação longitudinal total D , Distorção Alteração da Trincas e
D
R
E
P
(%) (mm) plástica (mm) radial (mm) massa (%) fraturas
(mm)
0,9 0,069 0,113 0,182 0,220 8,7 Poucas
1,4 0,051 0,107 0,158 0,234 1,6 Mais
FMP, JULHO 2018 47

